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Conselhos básicos para a introdução de um novo animal em casa (
05 Fevereiro 2009 ) |
A vinda de um animal de estimação para nossa casa, seja ele um gatinho ou um cachorrinho deve ser planeada com todo o cuidado e com antecedência, para assim evitar problemas no futuro para animais e proprietários. Estes pequenos seres de ar terno e brincalhão vão ter que se adaptar a um novo ambiente, o que vai depender de vários factores, como a sua idade, o seu temperamento, as experiências vividas até a data e a sua capacidade de aprendizagem. Mas todos os preparativos para a sua chegada são também muito importantes, por isso aqui ficam alguns conselhos para que esta seja feita da forma mais “felina” ou “canina” possível. Uma das perguntas mais frequentes e o nosso primeiro conselho diz respeito a qual a altura mais indicada para a saída de um gatinho ou cachorrinho da ninhada e a sua inclusão na família humana. Tirando situações excepcionais, como o caso de animais abandonados ou de recém nascidos órfãos, estes deveriam efectuar esta transição cerca dos 3 meses de idade. Normalmente, esta é feita bem mais cedo pois os proprietários estão muitas vezes ansiosos pelo seu animal de estimação, mas é mesmo importante aguardar até a esta data, para assim os juvenis puderem passar o período de sociabilização com a mãe e o resto dos elementos da ninhada (período essencial para o modelação de todo o comportamento futuro do cão e do gato). Seguidamente e falando em termos mais práticos, antes da chegada do gatinho ou do cachorrinho, o proprietário deverá já ter comprado e organizado os diferentes objectos básicos indispensáveis à sua vida do dia-a-dia. Em relação a estes e a algumas situações específicas aqui ficam algumas dicas: - Comedouro e bebedouro devem ser recipientes de metal ou de loiça e de tamanho baixo e largo, para que o animal continue com ângulo de visão do que o rodeia (e no caso dos gatos para que estes não toquem com os bigodes nos bordos laterais); - Comedouro e bebedouro devem ser colocados em zonas diferentes e à maior distância possível um do outro, pois isto incentiva o consumo de água (no caso dos gatos, o bebedouro pode ser inclusivamente substituído por uma fonte de água corrente); - Comedouro e bebedouro devem ser colocados longe do local destinado para a eliminação de fezes e urina, ou seja, longe da fralda e/ou do jornal ou da caixa de areia, pois o não cumprimento desta regra poderá fazer com que o animal não utilize esse local para a sua higiene (e o dono acha que ele não aprende a urinar ou defecar no local correcto ou que é pouco limpo); - Comedouro e bebedouro não devem ser colocados em cantos das divisões, para que os animais não se sintam encurralados enquanto se alimentam, podendo adoptar comportamentos defensivos para tentar proteger a comida (episódios comuns de agressividade em cães); - Comedouro colocado de preferência numa divisão diferente da usada como local de refeições dos proprietários caso dos cães e em locais altos, como prateleiras ou balcões, no caso dos gatos; - Locais de descanso com materiais confortáveis em zonas diferentes dos locais utilizados para a alimentação e a higiene e que não sejam pontos de passagem ou pontos com barulhos (exemplos típicos são a colocação da cama junto de portas de saída para varandas ou a cama em cima da máquina de lavar a roupa); - O principal local de descanso deverá ser utilizado nas primeiras semanas como um “parque infantil”, isto é, o animal deverá lá ser deixado sozinho por períodos de tempo crescentes e nas alturas em que os donos não estão em casa, com brinquedos interactivos e extras alimentares em pequena quantidade (biscoitos ou alimento húmido), para que se habitue à ideia da separação dos elementos da família e estes momentos sejam associados a coisas boas (reforço positivo); - Se o gatinho ou o cachorrinho “chorarem” enquanto estiverem no parque, não ceda à tentação de constantemente o ir espreitar, pois o animal rapidamente vai aprender que obteve sucesso na sua chamada e passa a usar esta forma para chamar a atenção, aumentando a frequência e intensidade com que o faz em situações futuras; - Quando o juvenil for muito pequeno ou apresentar muitas chamadas de atenção, poderá deixá-lo no parque com uma botija de água morna e um boneco grande de peluche, que simbolizam respectivamente o calor e a presença corporal da mãe e da ninhada; - O local de descanso chamado de “ninho” deverá ter esse mesmo conceito e não o de lugar de castigo, ou seja, o cachorro ou o gato nunca devem ser mandados para lá após uma repreensão e como punição, dado que este será assim associado a algo negativo e poderá deixar de ser procurado; - Os objectos de maneio e higiene e actos associados, como a limpeza de orelhas, corte de unhas, escovagem do pêlo, etc. devem ser utilizados no animal mesmo que não haja necessidade de o fazer nas primeiras semanas, mas isto permitirá a habituação à manipulação por parte do dono (dentro do mesmo contexto a manipulação da boca para administração de medicação deverá também praticada); Todas estas indicações devem ser realizadas de forma mais rigorosa possível desde o início da introdução do animal em casa e mantidas ao longo do seu crescimento. Criar condições especiais para o seu animal de estimação aquando da sua chegada a casa “porque ele é pequenino” e depois modificar as coisas, por vezes de maneira radical, à medida que este vai crescendo pode levar a problemas comportamentais. No cachorro a mudança das regras de jogo faz com que estes sejam mais desobedientes, o treino de higiene seja mais demorado e as “asneiras” sejam mais frequentes, isto porque o cão não entende porque é que antes podia estar/fazer/ter as coisas de uma forma e de repente tudo muda. No gato, independentemente da sua idade, todas as mudanças no ambiente representam grandes factores de stress, que podem desencadear ansiedade e frustração. |
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